sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Real Madrid

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FCB tour 11/12

Barcelona 5-4 Chivas



Barcelona 2-0 América

sábado, 9 de julho de 2011

Chile: excelente! Mas...

O Chile foi a coisa mais bonita que vi até agora na Copa América. O primeiro jogo alimentou a curiosidade inicial de como estaria a equipa pós-Bielsa e este jogo com o Uruguay confirmou as boas impressões.

Os elogios são inúmeros: desde ter intenção de sair com a bola controlada e tirar proveito disso, até ao número de jogadores de colocam no interior e no meio-campo adversário, a facilidade com que a bola percorre e fica nesses espaços, a facilidade com que contemplam a circulação em triângulos «abertos» com a utilização da dinâmica de 3º homem.. Nota-se que defendem onde querem atacar e estão até mais consistentes (entre sectores e entre momentos) do que estiveram com Bielsa.

Mas... duvido que consigam vencer a Copa América se não melhorarem a saída de bola. Se necessita anchura!


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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os princípios como um juízo de valor



Apresentação de Pep Guardiola como treinador da primeira equipa do Barcelona. A ideia de jogo faz parte dos juízos de valor. Cá está a representatividade, por palavras, de um referêncial que vai modelar um Modelo e, por isso, servir para fazer crescer um estilo. Para uma coisa muito bonita.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

UEFA Europa League

O sonho tem de ser o comandante de uma missão a que todos nos propusemos desde muito cedo.

O sonho. A ilusão. O desejo.



«Inesquecível, mas que ninguém diga irrepetitível»

Engraçado.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Uma CULTURA

«Nós vamos ganhar, nós vamos continuar a ganhar, porque nós somos unidos. Havemos de mostrar que daqui nasceu Portugal, que há de continuar a ser o baluarte número um da nação que todos amamos»

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A diferença entre o Plano Estratégico e os «estrategismos estrábicos» ...

Barcelona 3-0 FC Porto
Bobby Robson coloca Aloísio como defesa esquerdo. Mudou de posição sem mudar de funções, evidente pelos dois primeiros golos que o FC Porto sofre.



Barcelona 2-1 Ath Bilbao

Guardiola ajusta estrutura com aparecimento de Busquets de trás para a frente e basculação interior de Abidal, não retirando a profundidade habitual de Daniel Alves. Mantém-se a subdinâmica de saída desde trás a provocar adversário, agora sobre outras condições estruturais.



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A pressa inimiga da Organização


A importância que a colocação de diferentes jogadores têm no reflectir na dinâmica da Organização Ofensiva. E diferença entre James e Cristian. James o craque das mudanças de ritmo e de velocidade, Cristian a imobilização por excesso de velocidade.

A diferença entre ter ou não ter Fernando em campo face à dificuldade maior dos centrais em sair com a bola. Fazê-lo coabitar com Guarin como interior ainda exacerba as dificuldades de saída e entrada da bola/ criar espaços e aproveitá-los. Guarin como pivô é um mal menor, alguém que ganha muitas coisas por estar longe da baliza, que atenua os seus exageros.

Quando se fala em Ruben Micael, ups! desculpem, em temporização, tem de jogar Ruben Micael. Durante mais tempo.

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Meio-campo e circulação

A importância do meio-campo para o padrão triangulado da circulação da bola. Pontos de apoio para entrada da bola. Ajustamento para poder receber. Aquilo que permite obter redundância e regularidade, manifesta por variabilidade contínua.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Detalhes de Mourinho

Seguindo quem anda a top, e ganha, é indispensável não perder a oportunidade e ter muita curiosidade em procurar perceber os muitos porquês destas anotações que Mourinho, casualmente ou não, deixou no banco de suplentes depois do jogo com o Hercúles.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A diferença de Hulk

A minha ideia de um bom extremo é que a equipa consiga tirar seu máximo proveito.
Muitas vezes através do aproveitamento da vantagem que é criada pela circulação de bola. O que Hulk fazia com o espaço que lhe criavam é diferente do que faz neste momento, a operacionalização de uma ideia de maior qualidade (complexidade) faz com que ele, em termos individuais, já contemple mais coisas quando tem a bola.

Por exemplo fazer um PASSE - com intencionalidade - para golo, quando aquilo que fazia antes era justamente contemplar o remate para a baliza.




Neste caso, o sub-sub princípio, aquilo que na forma de jogar da equipa é o detalhe é fundamental para que os grandes princípios se concretizem colectivamente. O detalhe é ver o jogo - os colegas, os adversários, enfim, as circunstâncias - para conseguir decidir com sentido. Porque ele não «mandou para lá a bola» ...




sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Relembrar para SEMPRE


Sugestões:
. ver em ecrã completo e com bom som
. reparar bem nos comentários (exemplo, no minuto 3,36 de jogo) «obviamente estoy soñando!»

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Saber ouvir

«... o mais importante foi o FC Porto ter demonstrado equilíbrio e controlo emocional. Se tivessemos perdido o equilíbrio, entraríamos num jogo que não é o nosso e se calhar não tinhamos ganho. No nosso estilo de jogo a pausa é tão importante como a pressa. Os restantes golos vêm na sequência desse equilíbrio.»

André Villas Boas

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Opinião


Johan Cruyff

domingo, 15 de agosto de 2010

Nem bestas nem bestiais

Acalmar euforias
Em termos gerais não posso dizer que tenha ficado totalmente satisfeito com a exibição do FC Porto no jogo da Supertaça. Também tenho a consciência que fazer mais do que o que foi feito era bastante difícil: pelo valor do adversário e pelo pouco tempo de processo que a equipa tem. Digo que não fiquei totalmente satisfeito porque as minhas grandes expectativas para esta equipa centram-se na sua Organização Ofensiva e aquilo que mais de impressionou no Sábado foi a forma como a equipa se organizou defensivamente, sobretudo com a bola no meio-campo do Benfica e na Transição Ataque-Defesa.
Ainda temos muito para crescer na Organização Ofensiva, tenho a expectativa que vamos ser uma equipa que vai sair a jogar desde trás, que vai jogar com um jogador no meio-campo que é a referência de toda a Organização e que vai utilizar os extremos não só para atacar a baliza adversária, mas para fazer o campo sempre muito aberto e muito profundo e a partir daí sustentar a sua posse de bola, ou seja, pensando nos extremos como um ponto de partida e um ponto de chegada simultaneamente. E disto tudo, só vi acontecer a espaços o Varela ser um extremo como eu gosto: saber quando atacar o espaço e aproveitar vantagem, saber quando atrair o adversário para libertar outros colegas e saber quando entregar a bola ao primeiro toque.
Mas na minha opinião, o grande problema foi a dinâmica na Transição Defesa-Ataque. Não fechando os olhos à eficiência do Benfica na pressão em primeira instância quando perde a bola, o Porto teve bastantes dificuldades em conseguir transitar. Muitas vezes a equipa nem conseguia ter eficácia no primeiro passe e havia logo perda de bola, colocando o FC Porto em «contra-transição».

Picareta ou Implosão
Mesmo assim constatou-se uma coisa bastante interessante e que só prova a importância de desde o primeiro dia começar a trabalhar a ideia de jogo e nunca perder tempo com coisas que não tem a ver com a Organização do jogar.
O prof. Vítor Frade costuma utilizar uma metáfora interessante que pode ser transferida para a diferença mostrada no Sábado entre as duas equipas. Quando queremos mandar um grande edifício abaixo temos diferentes formas de o fazer: uma delas com uma picareta, outra por implosão.
Com 5 semanas e pouco de trabalho o FC Porto mostrou ser uma equipa organizada, com muita qualidade defensivamente e com muita agressividade e eficácia. A atacar não tanto, mas o suficiente organizada para ganhar e mostrar ser muito melhor.
Com mais semanas de trabalho o Benfica mostrou-se sem soluções para resolver os problemas Tácticos, mais desorganizado.
A diferença está entre fazer as coisas com a picareta e por implosão.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Análise FC Porto - Benfica

Como se poderia esperar, foi um jogo com tendência para o plano estratégico se sobrepor aquilo que está a ser construído no processo de Treino-Competição. No entanto com duas diferenças entre as equipas: o Benfica perdeu com isso e o FC Porto tirou vantagem a partir daí.
As razões para isto prendem-se, na minha opinião, com o saber tirar partido do plano estratégico sem retalhar em demasia aquilo que é a matriz do jogar: ou seja, sem desfigurar a identidade.

No Benfica a opção por Coentrão no meio-campo pareceu-me desajustada. Em termos de relação, o Coentrão a médio é diferente do Coentrão defesa esquerdo, tal e qual como a equipa é diferente. O Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo, porque defende muito bem nos duelos com os adversários e está cada vez melhor a defender quando a bola está em segunda instância. Em termos ofensivos é muitíssimo importante porque cria desequilíbrios quando fura por fora e também quando fura por dentro. Atrai adversários e cria desequilíbrios. Passes para golo. Coberturas no meio-campo adversário para permitir continuar a jogar. Num plano individual, perspectivando o duelo com Hulk, Coentrão é bastante melhor que Peixoto nos duelos.
Posto isto, a vertigem estratégica de dar mais largura ao meio-campo com Coentrão a médio esquerdo mexeu bastante na identidade do Benfica.

Ao contrário, no FC Porto o plano estratégico ver aumentar a complexidade (e logo a qualidade) do seu jogar. Porque durante a semana de preparação do jogo com o Benfica o estratégico, como nunca é mais importante do que o núcleo duro do jogar, é abordado sempre em pequenas percentagens diariamente, ou seja, ao contrário do que se possa pensar, com Villas-Boas nunca há um treino predominantemente estratégico.

Apresentando o FC Porto uma intenção prévia de em Organização Ofensiva tirar o máximo proveito dos extremos, para criar desequilíbrios ou para atrair o adversário para criar espaços noutras zonas do campo e de jogar em posse de bola no campo todo, quer desde trás, onde se tenta sair em condução para atrair o adversário, quer perto da baliza adversária onde não há vertigem para terminar a jogada o mais rápido possível já foi possível observar a concretização sistemática de alguns desses princípios.
Onde a equipa demonstrou mais eficiência foi na tentativa de criação de desequilíbrios através do máximo proveito dos extremos, principalmente com o Varela. Quer quando o Varela provocava o adversário (em condução de bola, em drible) para libertar Belluschi ou Moutinho, Álvaro Pereira e Falcao, quer quando recebendo a bola em condições de Espaço(+ tempo) vantajosas ataca o adversário desequilibrado.

Por outro lado, o Hulk não esteve tão bem como o Varela, claramente porque as suas naturezas são bastante diferentes e em função disso Hulk precisará de mais tempo de aculturação à nova ideia de jogo ... treinando e jogando. Mesmo assim, já se conseguiu ver novas intenções no Hulk, por exemplo de atacar o espaço para passar a bola, sobretudo no início do jogo quando as ideias do treino estão mais «frescas».

No entanto, a sair desde trás em provocação o FC Porto ainda não mostrou eficiência. Nem se aventurou a fazê-lo muitas vezes, sinal que não se sente cómodo. Face ao adversário, face ao pouco tempo de processo e por causa dos jogadores (da falta deles e da incerteza que os ter no plantel ou não) nas posições de defesa-central e pivô. Para além disso, o Fernando (ainda?) não é um pivô.

Assim sendo, incorporado nesta matriz da equipa que aqui em cima levemente se caracteriza, acentuaram-se alguns ajustes estratégicos que criaram problemas à Organização do Benfica e, mais importante até, não criaram problemas à Organização do FC Porto.
Por exemplo a entrada da bola para finalização para zonas mais atrasadas, geralmente em situações de cruzamentos, para jogar em antecipação aos defesas do Benfica e para aproveitar o espaço entre eles e Airton. Entre muitos exemplos, o lance do segundo golo.

Outro exemplo de como o FC Porto contemplou o lado estratégico para tirar proveito disso e não prejudicou a dinâmica da sua própria equipa foi no explorar através de bolas em profundidade do espaço entre a defesa e o guarda-redes, para tirar proveito quer da péssima qualidade de Roberto a sair da baliza quer do facto da linha defensiva do Benfica desequilibrar-se (com Ruben Amorim) e demorar a recuperar posição (Luisão e César Peixoto).

A diferença entre o plano estratégico que faz parte das relações que emergem o Táctico e o plano estratégico descontextualizado(r).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

»Mais que um estilo»

Impõe-se que o Campeão do Mundo seja Modelo… ainda bem que foi a Espanha!


«Éstoy convencido de que se perpetuará el estilo. Y más ahora tras este éxito lunático. De los actuales jugadores, solo veo fuera del próximo Mundial en Brasil a Puyol y Xavi, por edad. Es previsible que las canteras desarrollen este modelo. El éxito siempre cala.»


José Samano (“El País”)


«La selección ha sabido absorber lo mejor del fútbol del siglo XIX, el "fútbol asociación", donde el grupo es siempre más importante que lo individual, y el resultado colectivo prima sobre los destellos de las grandes estrellas. No solo España logró rescatar la vieja corriente futbolística.»


Diego Torres (“El País”)


«Como una orquesta perfecta, sin desatinos ni desafinados, el equipo de Vicente Del Bosque mantuvo el mismo compás durante todo el torneo, cuando la derrota ante Suiza pedía en la prensa un crescendo o cuando la ansiedad del gol que no llegaba exigía piano en sus músicos. "Jugó tan bien como equipo que los individuos se fundieron en la combinación. La figura española no fue un hombre…"»


Diego Torres (“El País”)


«Esta final ha prestigiado el fútbol de calidad, el juego ofensivo y de ataque.»

«Este título tomó impulso en junio de 2008 con la conquista de la Eurocopa. El Mundial ha sido la continuación del trabajo que hizo aquella gente. En la selección hemos intentado conservar la herencia buena que recibimos sin borrar el pasado y siguiendo la línea marcada, independientemente de introducir gente nueva en el equipo, lo que, por otra parte, es inevitable.»


Vicente del Bosque


«Finally, Spain prevailed, 1-0, over the Netherlands with great patience and an accustomed sense of drama in the 116th minute by the goal-scoring wing Andrés Iniesta, taking its first World Cup title. The Dutch intended to take Spain away from its graceful passing game. And they frequently did, sometimes with brutal intent. Still, Spain showed hardness of its own, becoming unnerved at times but never discouraged.»


Jeré Longman (“New York Times”)


«A Espanha entra num jogo, agarra-o e raramente permite que o adversário partilhe o prazer de ter a bola. Sai para o ataque já a pensar o que fará quando a bola, por instantes, deixar de ser sua.»

Luís Sobral
(“Mais Futebol”)

«As much as I'd love to have played in a World Cup final, I'm not sure I would've liked to play against this Spain side! They keep the ball so, so well and like Sir Alex Ferguson
said, they get you on a carousel and you just end up going round and round in circles trying to get the ball off them.»


Jamie Redknap
(“Sky Sports”)

«Um percalço no primeiro jogo do Mundial não impediu que La Roja fizesse uma campanha fabulosa com constantes demonstrações de força, classe e um futebol capaz de maravilhar e criar unanimidade, porventura a coisa mais difícil de colher no universo futebolístico. As razões para este fenómeno espanhol não se resumem aos fantásticos jogadores de que dispõe. É muito mais que isso…»

João Rodrigues
(“Record”)